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A importância da vacinação contra o Sarampo frente ao surto que o País tem enfrentado.

O Sarampo é uma doença infecciosa por um vírus altamente contagioso. É facilmente passado de um indivíduo para outro através de secreções, ou seja, um espirro ou um beijo são mais do que o suficiente. Parte das pessoas que o contraem lidam com ele sem manifestar quaisquer sintomas. Outras sofrerão com: manchas no corpo e no rosto, coceira, conjuntivite, febre, tosse persistente e infecção no ouvido. O maior problema, no entanto, envolve as crianças, que têm o sistema imunológico mais frágil, podendo apresentar quadros de pneumonia, convulsões e até óbitos. 

O Brasil recebeu em 2016 o Certificado de Eliminação do Sarampo, porém, devido às quedas nos índices de vacinação relacionados a falta de informação da população, voltamos a ter surtos da doença neste ano, se intensificando no atual momento.

Os últimos dados apontam 2.165 casos confirmados no Brasil, 14 estados acometidos, sendo que 26% dos infectados são crianças menores de 5 anos (público que mais sofre com seus sintomas).

Em 2017, apenas 79% do público-alvo receberam as duas doses de seu esquema básico de vacinação, e para evitar surtos, a meta é chegar a 95%. Dados da Organização Mundial de Saúde e da Unicef dão conta de que, em 2018, apenas 69% das crianças no mundo receberam a segunda dose.

Devemos vacinar?

A vacinação é, sem dúvidas, a melhor forma de prevenção. Hoje, tanto a tríplice viral quanto a tetravalente (contra sarampo, caxumba, rubéola e catapora) estão disponíveis na rede pública (SUS) e privada.

A versão tríplice viral idealmente deve ser aplicada em bebês de 12 meses e aos 15 meses de vida o esquema é completado com a Tetraviral. Os adultos até 29 anos devem ter em seu cartão vacinal, duas doses da tríplice viral e dos 30 anos até os 49 anos devem ter uma dose para serem considerados imunizados. Se você não sabe se recebeu suas doses, converse com um médico e vá a Unidade Básica de Saúde.

A proteção conferida pela vacina é alta. Mais de 90% dos sujeitos que recebem as duas doses criam um bloqueio duradouro contra o vírus.
Fora isso, ela é segura na população indicada. E, mesmo nos poucos casos em que gera reações adversas, pode ter certeza: eles são bem menos preocupantes do que a doença em si.
Só é importante conferir se o indivíduo é alérgico ou se possui alguma contraindicação. Nada que uma conversa com o profissional de saúde não resolva.